No segundo dia de ocupação do sítio Belo Monte, um dos canteiros de obras da usina hidrelétrica Belo Monte (11.233MW), cerca de 200 manifestantes negaram a proposta feita pela Secretaria de Articulação Social da Secretaria Geral da Presidência da República, para a realização de uma reunião em Altamira (PA) na próxima segunda-feira (06/05) com um grupo interministerial. Eles exigem a presença dos representantes do Governo Federal no local, de forma que todos os manifestantes possam participar do encontro.

Segundo informações do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), órgão ligado à Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a proposta foi apresentada por Avelino Ganzer, assessor da Secretaria de Articulação Social da Secretaria Geral da Presidência da República.
Em uma nova carta, os manifestantes - o grupo é formado predominantemente por indígenas, mas conta com pescadores e ribeirinhos - dizem que não estão no local para protestar contra a Norte Energia (responsável pelo empreendimento) ou o Consórcio Construtor Belo Monte (CCBM). "Nós estamos aqui para dialogar com o governo. Para protestar contra a construção de grandes projetos que impactam definitivamente nossas vidas. Para exigir que seja regulamentada a lei que vai garantir e realizar a consulta prévia - ou seja, antes de estudos e construções! Por fim, e mais importante, ocupamos o canteiro para exigir que seja realizada a consulta prévia sobre a construção de empreendimentos em nossas terras, rios e florestas", diz o documento.
Além dos índios da região de Belo Monte, integram esse protesto povos da região do rio Tapajós, onde o Governo Federal projeta a construção de cinco hidrelétricas. O grupo reivindica a regulamentação da consulta prévia e a suspensão imediata de todas as obras e estudos relacionados às barragens nos rios Xingu, Tapajós e Teles Pires. Segundo o Movimento Xingu Vivo Para Sempre, as etnias representadas no protesto são: Munduruku, Juruna, Kayapó, Xipaya, Kuruaya, Asurini, Parakanã, Arara, além de pescadores e ribeirinhos.
Além dos índios da região de Belo Monte, integram esse protesto povos da região do rio Tapajós, onde o Governo Federal projeta a construção de cinco hidrelétricas. O grupo reivindica a regulamentação da consulta prévia e a suspensão imediata de todas as obras e estudos relacionados às barragens nos rios Xingu, Tapajós e Teles Pires. Segundo o Movimento Xingu Vivo Para Sempre, as etnias representadas no protesto são: Munduruku, Juruna, Kayapó, Xipaya, Kuruaya, Asurini, Parakanã, Arara, além de pescadores e ribeirinhos.
Procurada pela reportagem do Jornal da Energia, a Norte Energia informou, por meio de nota, que as reivindicações apresentadas pelos indígenas estão fora do âmbito das competências da empresa, muito além de uma pauta referente à Usina Hidrelétrica Belo Monte. A empresa afirmou que já contatou os órgãos governamentais envolvidos nos assuntos da pauta dos ocupantes e confia em uma desocupação o mais rápido possível da área.

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