
Projetos têm capacidade para gerar 9.000 Megawatts, aponta Ivo Pugnaloni, presidente da ABRAPCH, em carta para ministra Gleisi Hoffman
Em carta enviada para Ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffman, presidente da Associação Brasileira de Fomento às Pequenas Centrais Hidroelétricas, Ivo Pugnaloni, aponta dificuldade de geradoras em receber aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) para iniciarem as obras. De acordo com o documento, as PCHs em tramite têm potencial de 9.000 MW, capacidade equivalente a 65% da energia obtida em Itaipu.
Um dos pontos citados leva em consideração o fato das diversas fontes de geração de energia serem colocadas pelo Governo como concorrentes, quando, na realidade, deveriam ser complementares. “Em períodos de estiagem, o sistema elétrico poderia ser abastecido pelo potencial dos ventos e do sol, bem como por produção de biomassa. Tal iniciativa evitaria o uso de termoelétricas e o gasto de R$ 30 bilhões com combustíveis fósseis”, afirma Pugnaloni.
De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema (ONS), o setor elétrico já gastou mais de R$ 190 bilhões com a ativação das termoelétricas desde 2000, a quantia é equivalente a 4,5% do PIB brasileiro em 2012. Mensalmente, o gasto com as térmicas pode ser comparado ao custo do projeto do metrô de Curitiba.
No documento, também são evidenciadas algumas vantagens da adoção das PCHs em relação as hidrelétricas de grande porte. Entre as quais se encontra a não ocupação das margens dos rios, tema polêmico ligado à Usina de Belo Monte, pois as centrais de pequeno porte são limitadas a apenas 300 hectares, o que evita a remoção de moradores na maioria dos casos.
Fonte: + Energia - 28/05/2013]

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