Presidente da Associação Brasileira de Fomento às Pequenas Centrais Hidrelétricas vai à Brasília cobrar melhores preços para PCHs em leilões

Ivo Pugnaloni ressalta, em relatório elaborado pela entidade, o alto custo para o consumidor em decorrência do uso das termelétricas.



Ivo Pugnaloni, presidente da Associação Brasileira de Fomento às Pequenas Centrais Hidrelétricas (ABRAPCH), esteve em Brasília, na quinta-feira (9/5), para entregar ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CSME) um relatório que destaca os obstáculos para viabilização deste tipo de geração. No documento, também é citada a necessidade de melhores preços para as PCHs em leilões.


Outro ponto defendido pela entidade é a importância dos preços da energia para competitividade do País. “Sem uma presença forte das PCHs nos leilões, com preços competitivos, não há um setor elétrico concorrencial e as tarifas ao consumidor final crescem muito”, afirma Pugnaloni.

De acordo com o relatório, no ano de 2008, o Governo foi alertado para o risco da não adoção das PCHs na matriz energética nacional. A gestão da época acreditava que o valor de R$ 165 por megawatt-hora seria um custo muito alto a ser pago. Atualmente, a quantia paga pelo consumidor alcança um preço quatro ou sete vezes mais elevado com a ativação das térmicas.

Além da problemática descrita, o texto ressalta ainda os problemas causados pela construção de grandes hidrelétricas entre as quais a usina de Belo Monte, que vem dividindo a opinião pública e é vista como uma medida emergencial, tida, pela ABRAPCH, como obra edificada a “toque de caixa”.

O dirigente também foi enfático ao comentar a atuação do CSME, “um comitê de monitoramento não pode cuidar só da questão da falta de energia e opinar apenas sobre como se deve acionar ou desligar as termoelétricas. Em nossa opinião, o órgão deve ocupar-se também da modicidade tarifária”.


Fonte: Mais Energia - 14/05/2013

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