Neoenergia quer iniciar as obras de hidrelétrica nos próximos dias

Um grande ato político marcou ontem o anúncio de liberação da licença ambiental de instalação do canteiro e da ordem de serviços para o início da etapa física da hidrelétrica do Baixo Iguaçu. A cerimônia seria coordenada pelo governador Beto Richa, mas o mau tempo impediu o deslocamento dele até Capanema. As diretorias da Copel, da Neoenergia e da Odebrecht participaram do ato, que contou com a presença de prefeitos e dos deputados Assis do Couto (federal), Caíto Quintana, Nereu Moura e Nelson Luersen (estaduais).

Diretores da Neoenergia, empresa fluminense que venceu a licitação, não escondiam o ânimo de poder começar logo os trabalhos. A previsão é que as obras sejam inicias nos primeiros dias de julho. A maioria dos escritórios de suporte da empresa, em Capanema e Capitão Leônidas Marques, já estão montados e em funcionamento. O investimento na usina será de R$ 1,7 bilhão e quando estiver pronta ela terá capacidade para abastecer uma cidade com mais de 1,5 milhão de habitantes. No auge do empreendimento, entre diretos e indiretos, serão criados mais de três mil empregos.

A Copel tem participação de 30% no empreendimento, obra prevista no PAC, o Programa de Aceleração do Crescimento, e aguardada pelas comunidades do Oeste e Sudoeste por quase uma década. O diretor de Meio Ambiente e Cidadania Empresarial da Copel, Jonel Iurk, um dos líderes que acompanharam todo o processo da usina de perto, informa que a Baixo Iguaçu é importante para o Paraná e para o Brasil. “Ela dará enorme contribuição ao País em uma época de crescente consumo de energia”.

Para a diretora-presidente da Neoenergia, Solange Ribeiro, a hidrelétrica representa avanços estruturais e desenvolvimento. Os prefeitos de Capanema, Lindamir Denardin, e de Capitão Leônidas Marques, Ivar Barea, entendem que a obra contribuirá para o processo de crescimento da microrregião. Os municípios, quando a unidade começar a gerar energia, receberão compensações financeiras pela utilização de recursos hídricos, melhorando o caixa das prefeituras. Além desses dois, outros três municípios terão parte do território banhado pela Baixo Iguaçu: Realeza, Nova Prata do Iguaçu e Planalto.

Obstáculos

O dia de ontem foi considerado histórico pelas comunidades afetadas pela futura usina. Chegou a existir o risco de a obra não sair devido aos processos ambientais movidos contra ela. Um a um foram superados e a hidrelétrica, para uma estrutura do gênero, será modelo na relação produção e preservação ambiental. O último documento que faltava para que os trabalhos fossem iniciados era a licença de instalação do canteiro, assinada há poucos dias pelo IAP. Uma pendência persiste: a definição de valores para indenizar 390 famílias que terão parte de suas propriedades rurais inundadas pela represa.

O retorno da Copel

A construção da Usina do Baixo Iguaçu marca a retomada da Copel na construção de unidades de geração energia. Em dezembro, a companhia inaugurou a Usina Mauá, em Telêmaco Borba e Ortigueira, com 363 megawatts. Nas próximas semanas, será inaugurada a PCH Cavernoso 2, entre Virmond e Candói, com 19 megawatts. Juntas, Baixo Iguaçu, Mauá e Carvernoso 2 somam R$ 3,42 bilhões em investimentos.

Fonte: O Paraná - 24/06/2013

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