Térmicas a carvão mais antigas terão novo cálculo de garantia física

Meta do MME é reconhecer capacidade adicional de geração para oito usinas que serão modernizadas na região Sul que deverão atender a novos limites de emissões e de eficiência

O Ministério de Minas e Energia publicará em breve duas portarias que estabelecerão nova metodologia para o cálculo de garantia física e índices de eficiência para cerca de oito usinas termelétricas mais antigas. De acordo com o secretário de Planejamento Energético do MME, Altino Ventura Filho, as novas medidas estão no departamento jurídico do ministério e em breve serão enviados para a assinatura o ministro Édison Lobão.

O representante do MME avaliou que as novas medidas levarão essas centrais de geração térmicas em operação na região sul do Brasil a um novo ciclo de investimentos em função da necessidade de modernização para atendimento aos novos limites de emissões de CO2 que serão reduzidos. Segundo ele, as novas portarias poderão levar a um aumento da capacidade instalada e na melhoria da eficiência dessas geradoras. 

Essas térmicas a carvão são antigas e a tecnologia já está ultrapassada, continuou o executivo. A Aneel soltou uma resolução estabelecendo novos limites de eficiência no uso do carvão mineral e de emissão e, para alcançar esses novos índices precisam de investimentos. O secretário do MME não estimou em quanto deverá ser o aporte nas usinas, mas disse que as empresas concessionárias é que serão responsáveis pelo investimento. 

"Não tenho esses números, mas o investimento é considerável e por isso precisamos reconhecer essa energia adicional que será produzida pelas concessionárias (...) vai ter um ganho de energia, e reconhecer esse montante de energia que será produzido é ganho de um incentivo para que as empresas possam ser incentivadas a investir nessa modernização", afirmou ele. 

Entre as usinas, deve haver um aumento de capacidade instalada e outras não, nesse segundo caso ele citou a UTE Figueiras (PR - 20 MW) que deverá manter a capacidade mas gerar mais energia utilizando o mesmo volume de carvão. Outro caso citado por Altino Ventura Filho é uma das fases da UTE Candiota, sem especificar qual das duas primeiras deve passar pelo processo.

Fonte: CanalEnergia - 06/08/2013

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