No entanto, agentes entendem que condições ainda precisam melhorar
A contratação de oito pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) dá nova perspectiva para a fonte. Essa é a avaliação de Abragel e Abrapch, entidades representantes da categoria. De 16 projetos inscritos de pchs, oito venderam energia a um preço médio de R$127,01/MWh e garantiram um contrato pelos próximos 30 anos. No total, foram viabilizados 173,5MW, o que representará uma garantia física adicional ao sistema de 92,3MW médios a partir de janeiro de 2018. Pelos cálculos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), os projetos vão demandar R$965,2 milhões de investimentos, distribuídos pelos estados de Goiás, Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina. Pernambuco e Minas Gerais.
"O mais importante não é o resultado isolado do leilão, mas a perspectiva que dá para esse segmento", disse Charles Lenzi, presidente da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa, em entrevista ao Jornal da Energia, nesta sexta-feira (30/8).
Ivo Pugnaloni, presidente da Associação Brasileira de Fomento as PCHs, é mais ponderado quanto ao resultado do leilão. Apesar de também entender que o sinal dado foi positivo, ele explica que os empreendimentos licitados têm características específicas que precisam ser consideradas.
"São empreendimentos de grandes grupos, que têm possibilidade de diversificar o resultado menor desses novos empreendimentos com outros mais rentáveis, com as usinas do Proinfa", explicou Pugnaloni. "Se o governo aumentar o preço teto do segundo leilão A-5 de R$140/MWh para R$160/MWh vai ter uma surpresa. Muitos empreendimentos de fonte renováveis vão aparecer, e não é só PCH, mas até mesmo solar."
Em relação aos últimos leilões, o governo já elevou o preço teto praticado. Lenzi, porém, concorda que o preço ainda é baixo. "O preço teto maior foi o atraiu alguns projetos para esse primeiro A-5. Mas o BNDES também ajudou, pois melhorou as condições de financiamento, com prazos maiores e redução da taxa de risco. Isso teve impacto direto no desempenho financeiro dos empreendimentos."
Ainda segundo Lenzi, o melhor seria modificar o modelo do leilão, separando a disputa por fonte. "Na em medida que tivermos uma condição melhor, as PCHs contribuirão ainda mais para a expansão da geração.”
Há pelo menos dois anos nenhuma PCHs era licitada. Os agentes temiam a morte da fonte e consequentemente a destruição da indústria de PCHs. A licitação de oito usinas dá um alívio para o segmento. Sagrarem-se vencedores de PCHs os geradores Brennand Energia, Alupar Investimentos, Dobrevê Energia, Eletrosul e Enel Green Power.
Fonte: Jornal da Energia - 30/08/2013


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