Empresa quer previsibilidade para indústria para programação de entregas de encomendas de aeorgeradores
A fabricante de aerogeradores Weg quer que a Empresa de Pesquisa Energética elabore um novo planejamento para os leilões em que a fonte eólica participa, de maneira que haja uma preocupação com os fabricantes. De acordo com João Paulo Silva, gerente de energia eólica da Weg, vai acontecer que em determinados anos, haverá uma grande demanda de entrega de máquinas pela coincidência de leilões A-3 e A-5 e em outros períodos, não haverá entrega caso não haja leilão ou a fonte não seja comercializada. "Junta os leilões A-5 de 2011, o LER e o A-3 de 2013, em 2016 as máquinas deverão estar em operação comercial em um espaço de três meses. A indústria eólica vai ter que fornecer tudo isso e no semestre seguinte não tem uma entrega programada", explica. Ele participou de painel no Brazil Wind Power, realizado nesta quinta-feira, 5 de setembro, no rio de Janeiro (RJ).
Ainda de acordo com o executivo, haverá uma pressão muito grande em setores como o transporte e montagem. A proposta, elaborada em conjunto com a Associação Brasileira de Energia Eólica, propõe que seja feito um escalonamento da entrega da energia em lotes ao longo do ano, o que aliviaria a pressão sobre a cadeia de fornecedores. Ele salienta que esse planejamento também beneficiaria o investidor, que poderá comprar máquinas com um melhor preço. "É muito angustiante receber ligações de investidores com PPA na mão dizer que não pode atender".
Com um pré-contrato de 100 MW com entrega em 2015, a Weg entrega no ano que vem outros 24 MW do parque Vento da Serra, localizado no Ceará. Com o parque industrial localizado em Jaraguá do Sul (SC), a Weg já fornece componentes para a indústria eólica desde a década de 1990. Silva conta que a fábrica tem sido muito solicitada, mas que a fábrica já opera com a sua capacidade máxima, o que a deixou de fora do último leilão. A joint-venture com espanhola MToi se encerrou no início desse ano e foi estabelecida nova parceria, dessa vez com a fabricante norte-americana Northern.
Como já trabalhava com a cadeia eólica, o investimento na fabricação de aerogeradores foi baixo, uma vez que ela já fazia transformadores, painéis e subestações. Apenas pás e torres eram fora do escopo, o que a levou a apenas integrá-los. Ele enxerga muitas oportunidades no país e a turbina padrão produzida pela empresa tem 2,1 MW de potência e o rotor tem 110 metros. Caso a produção da fábrica exceder 200 MW, será necessário um novo investimento.
Considerando-se satisfeito om a atuação da empresa do setor, Silva conta que ela vem progredindo desde o ano passado e está em evolução. O foco até 2015 é no mercado brasileiro, mas existe o pensamento de exportar. Elogiando as novas regras impostas no ano passado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, ele isenta o banco da saída do país de outros fabricantes. "Os fabricantes que saíram foi porque não tinham condições financeiras e não por causa do BNDES", conclui.
Fonte: CanalEnergia - 05/09/2013

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