Nove meses depois da redução no preço da energia elétrica em razão de corte de impostos, os clientes da Companhia Estadual de Distribuição de Energia Elétrica (CEEE) veem boa parte do alívio no bolso pulverizar-se. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou nesta terça-feira reajuste médio de 13,45% nas tarifas da companhia, o que surpreendeu inclusive especialistas do setor.
O reajuste passa a valer a partir de sexta-feira e abrange cerca de 4,5 milhões de pessoas em 1,5 milhão de unidades de consumo (residências, escritórios e indústrias), conforme a CEEE. É quase metade da população no Estado. Para consumidores residenciais, o aumento na conta será de 13,3%, enquanto para os industriais, chegará a 16,61%.
— A CEEE teve custo adicional por causa da compra de energia termelétrica no início deste ano, uma fonte mais cara do que a hídrica, além de ter absorvido um aumento de encargos setoriais — explica Guilherme Barbosa, diretor de distribuição da CEEE, que havia solicitado aumento médio de 13,59%.
POR QUE SUBIU TANTO
Principais influências para aumento da tarifa da CEEE
Compra de energia
A CEEE argumenta que teve custos adicionais com a compra de energia termelétrica (como gerada por carvão ou óleo) no início deste ano, em razão do baixo nível das reservas de fontes hidráulicas.
Encargos setoriais
Embora parte dos encargos tenham sido eliminados no começo do ano, outros foram reajustados. É o caso do Encargo com Serviços do Sistema (ESS), que é elevado e rateado entre todas as distribuidoras sempre que há acionamento de usinas térmicas.
Itaipu
A energia comprada de Itaipu é atrelada ao dólar, portanto, suscetível à variação cambial. Em 12 meses encerrados em agosto, mês de referência para o cálculo do reajuste, o dólar subiu cerca de 20% no país.
Inflação
O cálculo da inflação leva em conta uma média dos indicadores IPCA e IGP-M e um desconto pelo Fator X, um índice de produtividade que deve ser repartido com os usuários de energia. Foi considerado um aumento de 5,52% no IPCA, de 4,4% no IGP-M e uma redução de 1,68% do Fator X.
Fonte: Portal PCH- 23/10/2013
O reajuste passa a valer a partir de sexta-feira e abrange cerca de 4,5 milhões de pessoas em 1,5 milhão de unidades de consumo (residências, escritórios e indústrias), conforme a CEEE. É quase metade da população no Estado. Para consumidores residenciais, o aumento na conta será de 13,3%, enquanto para os industriais, chegará a 16,61%.
— A CEEE teve custo adicional por causa da compra de energia termelétrica no início deste ano, uma fonte mais cara do que a hídrica, além de ter absorvido um aumento de encargos setoriais — explica Guilherme Barbosa, diretor de distribuição da CEEE, que havia solicitado aumento médio de 13,59%.
POR QUE SUBIU TANTO
Principais influências para aumento da tarifa da CEEE
Compra de energia
A CEEE argumenta que teve custos adicionais com a compra de energia termelétrica (como gerada por carvão ou óleo) no início deste ano, em razão do baixo nível das reservas de fontes hidráulicas.
Encargos setoriais
Embora parte dos encargos tenham sido eliminados no começo do ano, outros foram reajustados. É o caso do Encargo com Serviços do Sistema (ESS), que é elevado e rateado entre todas as distribuidoras sempre que há acionamento de usinas térmicas.
Itaipu
A energia comprada de Itaipu é atrelada ao dólar, portanto, suscetível à variação cambial. Em 12 meses encerrados em agosto, mês de referência para o cálculo do reajuste, o dólar subiu cerca de 20% no país.
Inflação
O cálculo da inflação leva em conta uma média dos indicadores IPCA e IGP-M e um desconto pelo Fator X, um índice de produtividade que deve ser repartido com os usuários de energia. Foi considerado um aumento de 5,52% no IPCA, de 4,4% no IGP-M e uma redução de 1,68% do Fator X.
Fonte: Portal PCH- 23/10/2013

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