O ONS sugeriu ao governo mudanças no planejamento energético para conferir mais segurança no abastecimento de eletricidade, sobretudo no Sul do país, informou a reportagem principal do Brasil Econômico de hoje. A mais importante recomendação do Plano da Operação Energética para o período de 2013 a 2017 é a revisão do modelo dos leilões. O Operador sugere certames localizados, focados nas necessidades regionais, e a inclusão no planejamento de um número maior de térmicas. Além disso, o órgão recomenda que o governo estimule os investidores a utilizarem tecnologias mais avançadas que ampliem a eficiência das usinas, para garantir segurança ao Sistema. O presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales, afirmou ao jornal que ao focar na tarifa e desconsiderar outras características, o governo gera instabilidade no abastecimento e acaba recorrendo a soluções onerosas, como a operação de usinas térmicas. Sobre a região Sul, o ONS alerta que pode haver insuficiência de suprimento local, embora ressalte que o risco ainda está no patamar de normalidade. Como solução, são feitas três recomendações: expansão da capacidade de transferência de energia para o Sul, realização de leilões de energia nova e de energia de reserva e, por fim, leilões especiais por região. O Operador ainda salientou que a previsão para os próximos quatros anos é de “progressivo aumento da participação da geração térmica na oferta”.

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