Estudo foi apresentado na Assembleia Legislativa do estado e identificou 17 sub bacias com possibilidade de geração de energia por meio de PCHs e CGHs
Comentário da ABRAPCH:
Caros Colegas:
Por favor, pedimos que leiam e divulguem como puderem essa notícia abaixo publicada pelo CanalEnergia, pois duvidamos que existirá muito espaço para ela na “grande mídia”, que prefere temas mais importantes como o BBB, a “Fazenda” e as ultimas arranjos das estrelas das novelas políticas e da TV.
Mas, por favor, divulguem também essas perguntas, que todos vocês devem estar se fazendo:
Porque esse estudo foi feito só no Estado de São Paulo?
E porque foi financiado com recursos do banco internacional que sucedeu a antiga “Corporacción Andina de Fomento”?
Antes que se diga: “os empreendedores que façam o estudo! Eles que contratem a RSP, ou a B&R”, deve-se ter claro que o POTENCIAL HIDRÁULICO NACIONAL É DA UNIÃO, diferente do que acontece com o vento, com o sol, com o bagaço de cana, etc...
E a União é obrigada a zelar pelo aproveitamento ótimo do potencial hidráulico do país, não os empreendedores!
E só zela, quem conhece esse potencial...
Existem então mais indagações:
Porque o MME não realizou, ainda, um estudo desses, mas no Brasil todo?
Porque o BNDES não financiou um estudo assim?
Porque a EPE não se propôs ainda, a fazer esse estudo, ela que é a contratada pelo MME, com exclusividade, para estudar e pesquisar energia no Brasil?
Porque a ANEEL, que é a encarregada da gestão e dos estudos do potencial hidrelétrico nacional, nunca se propôs, nunca pediu verbas, para fazer um estudo assm ainda?
Aliás, porque justo na ANEEL, ao contrário, a área encarregada exatamente desta função, a chamada “SGH”, emprega seus recursos humanos agora abundantes, para dificultar sempre, o quanto pode e sempre mais, qualquer ação dos empreendedores para utilizar esse enorme potencial, - que estudos feitos pela Eletrobrás em 1991- , avaliavam em novos 160 mil MW?
Porque a ANEEL decidiu , ao contrário, proibir os empreendedores de realizar novos inventários hidrelétricos sobre este potencial, alegando “estar estudando a modificação da regulamentação em vigor?
Porque tudo isso ocorre, frente a um prejuízo de 22,7 bilhões de reais só no ultimo ano, com o acionamento de termelétricas?
Porque ninguém ainda se preocupou com o óbvio, que seria, estudar melhor, com as novas tecnologias disponíveis, onde está localizado e qual é o nosso potencial hidrelétrico remanescente?
As respostas a todas estas perguntas, não podem continuar a ser, parafraseando o Cid Moreira, “Mistério, Mister M, Mágico Mascarado, Senhor de Todos os Sortilégios, Mistério...”
Não dá mais para aguentar homens feitos, alguns bem novos, outros mais velhos, repetindo sem parar, com aquela carinha meiga que só as estátuas de nossa senhora de Fátima tem, o mesmo velho mantra, essa verdadeira peça goebelliana de propaganda que repetem, repetem, mais de mil vezes, sem apresentar qualquer estudo técnico que justifique suas afirmações:
“O Brasil não tem mais hidroelétricas para construir. Só na Amazônia, mas lá os índios não deixam porque alaga muito, porque a região é toda uma completa planície”.
“O Brasil não tem mais hidroelétricas para construir. Só na Amazônia, mas lá os índios não deixam porque alaga muito, porque a região é toda uma completa planície”.
“O Brasil não tem mais hidroelétricas para construir. Só na Amazônia, mas lá os índios não deixam porque alaga muito, porque a região é toda uma completa planície”.
“O Brasil não tem mais hidroelétricas para construir. Só na Amazônia, mas lá os índios não deixam porque alaga muito, porque a região é toda uma completa planície”.
“O Brasil não tem mais hidroelétricas para construir. Só na Amazônia, mas lá os índios...”
Caros amigos:
Vocês, como engenheiros, como empresários, como gente que trabalha no trecho há 30, 40 anos no setor, também devem estar sentindo que não dá mais.
Não dá mais para aguentar ficar ouvindo bobagens como estas, vindas de onde vem, sem dizer nada e sem fazer aquilo que deve ser feito, frente às instituições responsáveis dos três poderes constituídos.
Não deixem de comparecer no dia 17 de outubro na Audiência Pública da ANEEL sobre PCHs em Brasília, nem no Segundo Encontro sobre O Futuro das PCHs, em Florianópolis, no dia 31 de outubro.
Marquem já suas passagens e aproveitem os fins de semana que se seguem aos eventos para fazer um pouco de turismo, relaxar e se preparar para a luta que é querer aproveitar recursos renováveis da União no Brasil, pagando todos os impostos.
Sem descanso, não se faz nada, já nos demonstrou, o próprio Criador!
Para analisar o potencial desses aproveitamentos, o estudo, desenvolvido em parceria com o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), analisou as sub bacias ainda existentes no estado. A primeira etapa dessa pesquisa envolveu as perspectivas de instalação de PCHs e UHEs, e neste caso, foram analisadas 11 sub bacias que resultaram em um potencial de 1,888 GW em capacidade em PCHs, sendo a maior parte desse potencial (423 MW) na sub bacia Ribeira de Iguape e litoral sul do estado. Mas, ressalta o documento, podem ainda exisitir potenciais adicionais do que foi registrado.
De acordo com o relatório, as principais características dessa sub bacia foram descritas e priorizadas com base na vocação energética potencial dos aproveitamentos, levando-se em conta ainda as restrições ambientais. Além disso, o estudo aponta as perspectivas de investimentos que são projetados para cada uma dessas regiões com base em dados obtidos pela Secretaria de Energia com fabricantes de máquinas e equipamentos.
Em relação às CGHs, continua o relatório, o estado "está realizando um mapeamento georreferenciado combinado com o histórico de precipitações e vazões de todos os rios dentro de seus limites geográficos. Esta análise, feita pela Earth Resources Observation and Science Center - pertencente ao United States Geological Survey (USGS), concluiu pela existência de energia hidráulica remanescente que pode ser caracterizada como potencial a ser explorado no estado." E afirma que o potencial que poderá ser transformado em energia depende da individualização dos aproveitamentos e da determinação de suas principais características através de uma avaliação técnico-econômica-ambiental.
O potencial identificado foi dividido entre duas classificações de CGHs, em potenciais menores que 100 kW de capacidade e de 100 kW a 1 MW. No total, já considerando os impeditivos para a efetivação desses projetos, o estado poderia ter mais 2,059 GW de capacidade instalada por meio dessa modalidade de geração. Ao total, o estudo identificou potenciais remanescentes em 17 sub bacias hidrográficas em São Paulo. Além disso, há ainda a existência de 27 empreendimentos classificados como desativados e cuja potência é de 30,7 MW, segundo dados de julho de 2010.
As bacias identificadas e seus potenciais remanescentes são: Aguapeí (74 MW), Alto Paranapanema (269 MW), Alto Tietê (25 MW), Baixo Pardo - Grande (279 MW), Médio Paranapanema (316 MW), Mogi Guaçu (176 MW), Paraíba do Sul (512 MW), Pardo (302 MW), Peixe (81 MW), Piracicaba - Capivari - Jundiaí (118 MW), Pontal do Paranapanema (70 MW), Ribeira de Iguape - Litoral Sul (396 MW), São José dos Dourados (37 MW), Sapucaí - Grande (176 MW), Turvo - Grande (81 MW), Tietê Jacaré (67 MW) e Tietê - Sorocaba (43 MW).
Outras quatro bacias não apresentaram potenciais, são elas: Baixada Santista, Baixo Tietê, Litoral Norte e Tietê - Batalha. O estudo completo está disponível no site da Secretaria de Energia do Estado de São Paulo para download.

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