América Latina terá que investir US$ 1,3 trilhão em energia até 2033

A América Latina precisará de US$ 1,3 trilhão de investimentos em energia nos próximos 20 anos, calcula o vice-presidente de Energia do Banco de Desenvolvimento da América Latina, o brasileiro Hamilton Moss, na apresentação de um relatório feito pelo organismo. Ele destacou que isso implicará esforço público e privado conjunto.

O relatório "Energia: uma visão sobre os desafios e oportunidades na América Latina e o Caribe", patrocinado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e do qual participaram oito organizações regionais, pretende oferecer ao setor político um panorama sobre os desafios energéticos que a região enfrentará.

Segundo o relatório, a região ocupa o segundo lugar em reservas de petróleo e gás no contexto internacional. Estima-se que deverá satisfazer uma demanda nos próximos 20 anos de 5,8 milhões de barris de petróleo e 700 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

Este volume requer investimentos igualmente importantes para seu desenvolvimento, alertou Amanda Pereira, diretora de Assuntos Estratégicos da Associação regional de empresas de petróleo e gás natural na América Latina e o Caribe (Arpei), que destacou que os investimentos de 2010 a 2035 para esse setor se aproximam dos US$ 77 bilhões por ano.

"Neste valor ainda não estão incluídos recursos não convencionais, onde há um potencial enorme, mas que requerem a definição de marcos regulatórios, recursos
tecnológicos, de infraestrutura muito importantes que ainda estão em desenvolvimento para atrair os investimentos necessários para seu desenvolvimento", avaliou.

Amanda destacou, além disso, que existem desequilíbrios energéticos na região, entre países com muitos recursos de hidrocarbone-tos e outros que precisam deles, para o qual é chave aumentar uma integração energética que permita satisfazer a demanda regional.

O relatório sustenta que também se deve avançar na eficiência energética, o desenvolvimento de todas as fontes energéticas e a inovação tecnológica, em que a região está muito defasada. Outro desafio é aumentar o acesso à energia. InésCibils, AFP

Fonte: Portal PCH - 04/11/2013


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