Leilão A-3: preço-teto de R$ 126/MWh reflete incertezas e desafios, avalia Renova Energia

Empreendimentos terão apenas dois anos para saírem do papel e geradores serão responsáveis pela conexão

O preço-teto de R$ 126/MWh do leilão A-3, marcado para acontecer no dia 18 de novembro, reflete as incertezas e desafios que os empreendedores terão para a construção dos parques eólicos. Mathias Becker, CEO da Renova Energia, avalia que além do prazo para a construção do parque ser mais curto, em torno de dois anos, ele coincide com o prazo do Leilão de Energia de Reserva, o que fará com que haja uma forte demanda por equipamentos nos próximos anos.

Além disso, na visão do executivo, existem incertezas quanto às linhas de transmissão e quanto ao ponto de conexão das usinas eólicas. "A gente tem um período aí, no qual o leilão A-3 está inserido, que envolve curto prazo para execução dos projetos, majorado pelos compromissos assumidos pela indústria no LER 2013 e ainda amplificado pelas incertezas das linhas de transmissão. Incertezas no que diz respeito ao local onde as usinas serão conectadas. Além disso, o empreendedor será responsável pela conexão das usinas", analisou Becker durante teleconferência com jornalistas sobre os resultados do terceiro trimestre da companhia, que aconteceu nesta quarta-feira, 6 de novembro.

Segundo ele, a Renova Energia não tem problemas no que diz respeito a aquisição de equipamentos. A companhia tem um acordo com a Alstom para uma demanda de 1.200 MW em quatro anos. "Esse contrato é regido por uma banda, que tem um valor mínimo e um valor máximo de contratação anual, o que permite uma flexibilidade à Renova. Agora, se me perguntarem se há abundância de máquinas no ciclo 2015/2016, eu digo que não há", declarou. De acordo com o executivo, esse contrato com a Alstom deve garantir certa competitividade à Renova no futuro.

O executivo comentou ainda sobre a participação da empresa na Brasil PCH. Segundo ele, os ativos da Brasil PCH vão trazer mais equilíbrio ao portfólio da Renova, no sentido da empresa ter mais empreendimentos em operação como já havia revelado Notícia Exclusiva do CanalEnergia Corporativo. Ele comentou ainda que empresa concluiu na última terça-feira, 5 de novembro, a emissão de R$ 400 milhões em notas promissórias. De acordo com o executivo, os recursos serão utilizados pelas empresas responsáveis pela construção do complexo Alto Sertão II, na Bahia. Ao todo, segundo ele, são 15 Sociedades de Propósito Específico na construção do complexo.

"Nós já tinhamos captado R$ 600 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Com a emissão das notas promissórias, já está equacionada a questão financeira para finalizar a construção do complexo", comentou Becker.

Fonte: CanalEnergia - 06/11/2013

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