Leilão A-3 tem 429 projetos que somam 10.460 MW habilitados pela EPE

Projetos eólicos chegam a 381 totalizando 9.191 MW. Solar fotovoltaica tem 31 projetos habilitados

A Empresa de Pesquisa Energética habilitou 429 projetos que somam 10.460 MW para o leilão A-3, que vai acontecer no dia 18 de novembro. A maior parte dos projetos, 381, são da fonte eólica, que totalizam uma oferta de 9.191 MW. A solar fotovoltaica, que pela primeira vez participa dos leilões promovidos pelo governo, teve 31 projetos habilitados, que somam 813 MW, seguida das PCHs, com 10 projetos e oferta de 190 MW, e pelas térmicas a biomassa, com 7 projetos de 266 MW. O preço teto do leilão para todas as fontes é de R$ 126/MWh.

Os projetos habilitados estão espalhados por doze estados do país, sendo que a Bahia será o que vai receber a maior quantidade de projetos, 117, sendo 105 eólicas (2.604 MW) e 12 fotovoltaicas (309 MW). O Rio Grande do Sul tem 110 projetos eólicos habilitados (2.429 MW), seguido pelo Rio Grande do Norte, com 73 projetos - 71 eólicos (1.686 MW) e 2 fotovoltaicos (45 MW). O Ceará cadastrou 51 projetos eólicos (1.241 MW) e o Piauí, 30 - 26 eólicas (711 MW) e 4 fotovoltaicas (91 MW). Com 10 projetos cadastrados cada, Pernambuco contará com 288 MW eólicos, enquanto Minas Gerais terá 4 fotovoltaicas, que somam 115 MW, 4 PCHs, com 95 MW, e 2 térmicas a biomassa, que totalizam 70 MW.

A Paraíba habilitou 9 projetos fotovoltaicos, com 253 MW, enquanto Santa Catarina e Maranhão terão 6 projetos cada na disputa. Santa Catarina vai com duas eólicas (59 MW) e 4 PCHs (50 MW); e o Maranhão com 6 eólicas (173 MW). São Paulo contará com 5 térmicas a biomassa, que totalizam 196 MW.

Na avaliação do presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim, três fatores marcam esse leilão A-3: a participação apenas de fontes renováveis, o grande número de projetos eólicos e a estreia da fonte solar nos certames de compra e venda de energia. "Apesar da energia solar não ser ainda competitiva em termos de custo com as demais fontes, especialmente com a eólica, a sua presença no leilão da próxima semana demonstra o interesse concreto de os empreendedores investirem nessa fonte. Além disso, os projetos inscritos permitem que a EPE planeje a entrada da energia solar na matriz elétrica brasileira", explica Tolmasquim.

Fonte: Canal Energia - 12/11/2013

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