Santana deixa a Aneel na semana que vem. No e-mail, Santana afirma que "hoje, as distribuidoras sobrevivem de mesadas do Tesouro, em um infeliz retorno ao que de mais ruim existia no setor elétrico dos anos 70 e 80".
"Vi, a partir de meados do ano passado, a agência chegar ao seu ponto de inflexão, vez que contribuiu com ações que deixam o futuro do setor elétrico bastante sombrio", escreveu o diretor da Aneel. "Pensou-se, equivocadamente, que a tarifa poderia ser reduzida a golpes de descumprimento de contratos, de recursos do Tesouro e de um retrocesso espetacular, em que se empurrou para a espiral do custo do serviço, das glosas e do benchmarking também o segmento de geração."
"A Aneel acabou participando de um vale-tudo, chegando ao ponto de esconder notas técnicas, que foram encaminhadas para frente sem a devida ressalva, de que não teriam sido aprovadas pela diretoria da Aneel", afirmou Santana. Ele também criticou o planejamento do setor elétrico. "Os grandes projetos de geração são cada vez mais dependentes de ‘excludentes de responsabilidade'. Os consumidores pagam cerca de R$ 600 milhões por um produto que não existe, pois não há linhas de transmissão para escoar a energia que podia ser gerada."
Santana chegou à Aneel em 2000, após carreira acadêmica na Universidade de Santa Catarina.

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