Preço teto ainda é considerado baixo, mas há otimismo com sinalização para o setor
Investidores em pequenas centrais hidrelétricas se preparam para o leilão A-5 do próximo dia 13 de dezembro com uma ponta de otimismo, embora reconheçam que o preço-teto de R$ 144/MWh, definido para a fonte, ainda não atingiu o nível ideal. "A gente tem boas expectativas, mas se o preço-teto fosse melhor, muita gente poderia participar", avaliou o presidente da Associação Brasileira de Energia Limpa, Charles Lenzi, durante encontro com associados.
Uma das razões para a expectativa otimista em relação ao leilão foi a decisão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social de manter as condições de financiamento anunciadas para o A-5 de agosto último, com ampliação do prazo de financiamento de 16 para 20 anos. Essa condição é vista como essencial para tornar viáveis os projetos de PCHs. "Como tenho mais prazo para pagar, meu fluxo de caixa fica otimizado e isso tem impacto no preço da energia", explicou Lenzi.
Existem atualmente 32 empreendimentos habilitados para o leilão, o que é considerado um bom número diante do histórico do segmento. O presidente da Abragel considera um avanço o aumento do preço- teto de R$ 112 MWh no ultimo certame para R$ 144 MWh no atual. "Esse movimento de definir preço-teto maior e também maior diversificação de fontes é uma boa sinalização", acredita.
O cenário atual para as PCHs foi avaliado pelos associados da Abragel, no encontro realizado na quinta-feira, 6 de dezembro. A ideia, segundo Lenzi, é repetir essas reuniões de avaliação pelo menos uma vez a cada trimestre. Além de preços mais competitivos nos leilões, os investidores defendem condições melhores para a cadeia produtiva, que tem equipamentos 100% nacionais. "Se pudermos ter condições de participar dos leilões, a cadeia produtiva vai ficar motivada para investir na melhoria de processos", diz Lenzi.
Fonte: Canal Energia - 06/12/2013

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