Sobre o Leilão A-5 de 13/12/13

A diretoria da ABRAPCH considera que, para um setor que possui 9.000 MW de projetos outorgados e com aceite, como o das PCHs, vender apenas 307 MW é muito pouco, menos do que 4% de toda capacidade que continua sendo desperdiçada por falta de preços que viabilizem a construção, os equipamentos, tributos e operação.

No entanto esse leilão não deixa de ser um bom sinalizador para o mercado, pois até agora, o total contratado pelos leilões não havia passado de 961 MW, menos de 1% do total.

Um incremento de 30% no total vendido tem um significado importante, pois mostra que a fonte está reagindo à má fase e voltando a ter maior importância no mercado regulado, num movimento ascendente.

Para Pugnaloni, em grande parte, o aumento do limite de preço estabelecido pela EPE de 112,00 para 144,00 por MWh em apenas seis mêses, teve papel importante na retomada da presença dos investidores nos leilões. “Mas com apenas 21 reais a mais, o governo federal teria à disposição uma oferta muito maior de energia de PCHs participando e fornecendo energia para tornar o sistema mais seguro, menos sujeito aos efeitos do horário de ponta.

Toda a cadeia produtiva do setor se esforçou e buscou cortar custos, buscar financiamentos em melhores condições e atendeu ao chamado para aumentar seu grau de organização e de participação. “Agora precisamos buscar maior esclarecimento da sociedade sobre a importancia das pequenas hidrelétricas, com uma campanha de divulgação que está sendo preparada”. 

“No horário de ponta, as PCHs podem atender melhor do que qualquer outra fonte as exigências de um sistema cada vez mais complexo como o nosso”, diz Pugnaloni, para quem a operação do sistema não pode mais prescindir dos serviços que as pequenas hidrelétricas podem prestar nesse horário, utilizando energia armazenada de um dia para o outro em seus pequenos reservatórios.

“Mas é no mercado livre, mais precisamente na faixa de demanda entre os 500 kW e os 3 MW, que os negócios tem acontecido com mais desenvoltura, haja vista a evolução enorme no numero de consumidores especiais, que cresceu 100% em apenas 2 anos e meio, passando de 587 em 2010 para mais de 1160 consumidores em Agosto de 2013”, explica o presidente da ABRAPCH, Ivo Pugnaloni para quem o ambiente regulado também pode ser uma boa opção para se o governo quiser dotar o sistema de mais energia para o horário de ponta.

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